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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Um techo de Defy Me


    Tahereh Mafi acaba de soltar mais um trechinho de Defy Me no instagram com um aviso de que, se você não leu Restaura Me não deve ler essas páginas. Eu ainda não li (e pelo andar da carruagem não vou ler tão cedo. Já viram o preço do livro?), mas já dei uma olhada no trecho que ela liberou de Shadow Me (e recebi um resumo de Restaura Me feito pelo Kenji)... Então já não importa.

WARNER

    — Maldição.
    Eu ouço  a raiva contida na voz do meu pai antes de alguma coisa bater, com força, em outra coisa. Ele pragueja novamente.
    Eu hesito do lado de fora da porta.
    E então, impacientemente —
    — O que você quer?
    Sua voz é praticamente um rosnado. Eu luto contra o impulso de ser intimidado. Eu transformo meu rosto em uma máscara. Neutralizo minhas emoções. E então, cuidadosamente, eu entro no escritório.
    Meu pai está sentado em sua mesa, mas eu vejo apenas a parte de trás de sua cadeira e um copo inacabado de uísque em sua mão esquerda. Seus papeis estão bagunçados. Eu noto o peso de papel no chão, o dano na parede.
    Alguma coisa deu errado.
    — Você queria me ver. — Eu digo.
    — O que? — Meu pai vira sua cadeira para me encarar. — Te ver pra que?
    Eu não digo nada. Eu aprendi a nunca lembra-lo quando ele esquece alguma coisa
    Finalmente, ele suspira:
    — Certo. Sim. — E então: — Nós vamos ter que discutir isso depois.
    — Depois? — Dessa vez eu luto para esconder meus sentimentos. — Você disse que me daria uma resposta hoje...
    — Surgiu uma coisa.
    Poços de raiva no meu peito. Eu esqueço de mim mesmo.
    — Algo mais importante do que a sua esposa moribunda?
    Meu pai não cai nessa. Ao invés disso ele pega uma pilha de papeis em sua mesa e diz:
    — Vá embora.
    Eu não me movo.
    — Eu preciso saber o que vai acontecer. — Digo. — Eu não quero ir para a capital com você... Eu quero ficar aqui, com a mamãe...
    — Jesus. — Ele diz batendo seu copo na mesa. — Você consegue se ouvir? — Ele olha para mim, com nojo. — Esse comportamento não é saudável. É perturbador. Eu nunca conheci um garoto de dezesseis anos de idade tão obcecado com sua mãe.
    Ele segura meu pescoço e eu me odeio por isso. O odeio por me fazer me odiar quando digo, baixinho:
    — Eu não sou obcecado nela.
    Anderson balança sua cabeça.
    — Você é patético.
    Eu recebo o golpe emocional e o enterro. Com algum esforço eu consigo soar indiferente quando digo:
    — Eu só quero saber o que vai acontecer.
    Anderson se levanta, enfia suas mãos nos bolsos. Ele olha para a grande janela em seu escritório, para a cidade além.
    A vista é sombria.
    Autoestradas se transformaram em museus à céu aberto para os esqueletos de veículos esquecidos. Montanhas de lixo formam (ranges?) ao longo do terreno. Pássaros mortos sujam as ruas, carcaças continuam a cair do céu ocasionalmente. Fogos indomáveis queimam à distância, ventos fortes alimentando suas chamas. Uma grossa camada de fumaça assentou permanentemente sobre a cidade e as nuvens restantes são cinza, pesadas com chuva. Nós já começamos o processo de regular o que passa por habitável e inabitável, e seções inteiras da cidade foram desativadas. Maior parte das áreas do litoral, por exemplo, foram evacuadas. As ruas e as casas ficaram inundadas, os tetos colapsaram devagar.
    Em comparação, o escritório do meu pai é m verdadeiro paraíso. Tudo continua novo aqui. A madeira ainda tem cheiro de madeira, todas as superfícies brilham. O Reestabelecimento foi eleito fazia apenas quatro meses, e meu pai é atualmente o comandante e regente de um dos novos setores.
    Número 45.
    Uma rajada repentina de vendo bate na janela e eu o sinto reverberar pela sala. As luzes cintilam. Ele não recua. O mundo pode estar desmoronando, mas O Reestabelecimento tem feito melhor do que nunca. Seus planos se encaixaram mais rapidamente do que eles esperavam. E meu pai já está sendo considerado para uma grande promoção — para supremo comandante da América do Norte — nenhuma quantidade de sucesso parece acalmá-lo. Ele tem estado mais volátil do que o normal.
    Finalmente ele diz:
    — Eu não tenho ideia do que vai acontecer. Eu nem sei se eles ainda estão me considerando para a promoção.
    Eu sou incapaz de mascarar minha surpresa.
    — Porque não?
   Anderson sorri, infeliz, para a janela.
    — Um serviço de babá deu errado.
    — Eu não entendo.
    — Eu não espero que entenda.
    — Então... Nós não vamos nos mudar mais? Nós não iremos mais para a capital?
Anderson se vira.
    — Não fique tão animado. Eu disse que eu ainda não sei. Primeiro, eu tenho que descobrir como lidar com o problema.
    Silenciosamente eu digo:
    — Qual é o problema?
    Anderson ri. Seus olhos enrugam e, por um momento, ele se parece humano.
    — Basta dizer que a sua namorada está arruinando a droga do meu dia. Como sempre.
    — Minha o que? — Eu franzo a testa. — Pai, Lena não é minha namorada. Eu não me importo com o que ela está dizendo...
    — Namorada diferente. — Anderson diz, e suspira. Ele não me olha nos olhos agora. Ele pega uma pasta de arquivo de sua mesa, abre, e examina os conteúdos.
    Eu não tenho a chance de fazer outra pergunta.
    Há uma repentina, afiada, batida na porta. Ao sinal do meu pai, Delalieu entra. Ele parece mais do que um pouco surpreso por me ver e, por um momento, não diz nada.
    — Então? — Meu pai parece impaciente. — Ela está aqui?
    — S-sim, senhor. — Delalieu raspa a garganta. Seus olhos voam para mim novamente. — Eu devo trazê-la aqui ou você prefere encontrá-la em outro lugar.
    — Traga-a.
    Delalieu hesita.
    — Você tem certeza, senhor?
    Eu olho de meu pai para Delalieu. Alguma coisa está errada.
    Os olhos do meu pai se encontam com os dele e ele diz:
    — Eu disse para trazê-la.
    Delalieu acena com a cabeça e desaparece.

    Minha cabeça é uma pedra, pesada e inútil. Meus olhos cimentados no meu crânio. Eu mantenho a consciência apenas por alguns segundos de cada vez. Sinto cheiro de metal, gosto de metal. Um acidente, barulho estrondoso crescente e alto, então suave, e então alto novamente.
    Botas, pesadas perto da minha cabeça.
    Vozes, mas os sons estão abafados, anos luz de distância. Eu não consigo me mover. Eu sinto como se tivesse sido enterrado, deixado para apodrecer. Uma luz laranja fraca cintila atrás dos meus olhos por apenas um segundo... só um segundo...
    Não.
    Nada.
    Dias parecem ter se passado. Séculos. Só estou ciente o suficiente para perceber que tenho sido brutalmente sedado. Constantemente sedado. Estou ressecado, desidratado ao ponto de sentir dor. Eu mataria por água. Mataria por água.
    Quando eles me movem eu me sinto pesado, estranho para mim mesmo. Eu caio com força no chão gelado, a dor ricocheteando no meu corpo como se fosse à distância. Eu sei que, cedo demais, a dor vai me alcançar. Cedo demais os sedativos irão parar de funcionar e eu vou ficar sozinho com meus ossos e essa poeira na minha boca.
    Um chute rápido e com força no intestino e meus olhos se abrem, escuridão devorando minha boca aberta ofegante infiltrando-se nas órbitas dos meus olhos. Eu me sinto cego e sufocado de uma vez só, e então quando o choque finalmente desaparece, meus membros desistem.
    A faísca morre.
  

.......................

    As páginas que ela colocou no instagram.









terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Shadow me (Tahereh Mafi)

    Pisquei o olho e já tem mais um livro da Tahereh Mafi (não estou reclamando. Quanto mais melhor). Dessa vez se trata de Shadow Me um livro como Destrua-me que se passa entre o quarto livro e o quinto (que deve ser lançado ainda esse ano). Se você, como eu, não teve a chance de comprar o Restore Me ainda porque está muito caro e você só encontra na internet por um preço abusivo devo avisar que pode esbarrar em vários spoilers
   

    Um

    Eu já estou acordado quando meu alarme toca, mas eu ainda não abri meus olhos. Eu estou muito cansado. Meus músculos estão tensos, ainda estão dolorosamente doloridos de uma intensa sessão de treinamento de dois dias atrás, e meu corpo parece pesado. Morto.
    Meu cérebro dói.
    O alarme é estridente e persistente. Eu o ignoro. Eu estico os músculos do meu pescoço e gemo, silenciosamente. O relógio não para de guinchar. Alguém bate, com força, contra a parede perto da minha cabeça, e eu escuto a voz abafada do Adam gritando comigo para desligar o alarme.
    "Toda manhã." Ele grita. "Você faz isso toda manhã. Eu juro por Deus, Kenji, um dia desses eu vou entrar aí e destruir essa coisa."
    "Desligue-o."
    Eu respiro fundo e de forma irregular. Bato cegamente no relógio algumas vezes até que ele pare de fazer barulho. Nós finalmente temos nossos próprios quartos na base, mas eu ainda não consigo encontrar paz. Ou privacidade. Essas paredes são finas como papel, e o Adam não mudou nem um pouco. Continua temperamental. Sem senso de humor. Geralmente irritado. As vezes eu nem consigo me lembrar porque somos amigos.
    Com algum esforço, eu me arrasto para cima, e eu me sento. Eu esfrego meus olhos, fazendo uma lista mental de todas as coisas que eu tenho para fazer hoje, e então, em uma repentina, correria horrível-
    Eu me lembro do que aconteceu ontem.
    Jesus.
    Tanto drama em um dia que eu mal posso aguentar.
    Aparentemente Juliette tem uma irmã perdida há muito tempo. Aparentemente Warner torturou a irmã da Juliette. Warner e Juliette terminaram. Juliette fugiu gritando. Warner teve um ataque de pânico. A ex-namorada do Warner apareceu. A ex-namorada dele bateu na cara dele. Juliette ficou bêbada. Não, espere - J ficou bêbada e raspou a cabeça. E então eu vi Juliette em suas roupas íntimas - uma imagem que eu ainda estou tentando apagar da minha mente - e então, como se tudo isso não fosse o bastante para lidar, depois do jantar noite passada, eu fiz uma coisa muito, muito estúpida.
    Deixo minha cabeça cair nas minhas mãos e me odeio. lembrando. Uma nova onda de  vergonha me atinge, com força, e eu respiro fundo novamente. Me forço a olhar para cima. Para limpar meus pensamentos.
    Nem tudo é horrível.
    Eu tenho meu próprio quarto agora - um pequeno quarto - mas meu próprio quarto com uma janela com vista para as unidades industriais AC. Eu tenho uma mesa. Uma cama. Um closet básico. Eu ainda tenho que compartilhar um banheiro com alguns outros caras, mas eu não posso reclamar. Um quarto privado é um luxo que eu não tenho tido faz um tempo. É legal ter um lugar para terminar a noite sozinho com os meus pensamentos. Um lugar para pendurar a cara feliz que eu me forço a usar mesmo quando eu estou tendo um dia de merda.
    Sou grato.
    Estou exausto, sobrecarregado, e estressado, mas sou grato.
    Eu me forço a dizer isso, bem alto. Eu sou grato. Eu uso alguns momentos para sentir isso. Reconhecer. Eu me forço a sorrir, a soltar a tensão no meu rosto que, de outro jeito, poderia mudar facilmente para raiva. Eu sussurro um rápido obrigado ao desconhecido, para o ar, para o fantasma solitário espiando minhas conversas privadas com ninguém. Eu tenho um teto sobre a minha cabeça e roupas nas minhas costas e comida esperando por mim toda manhã. Eu tenho amigos.  Uma família improvisada. Eu estou solitário, mas eu não estou sozinho. Meu corpo funciona, meu cérebro funciona, eu estou vivo. É uma vida boa Eu tenho que fazer um esforço consciente para me lembrar disso. Para escolher ser feliz todo dia. Se eu não fizesse eu acho que minha própria dor teria me matado há muito tempo.
    Eu sou grato.
    Alguém bate na minha porta - duas batidas afiadas - E eu me levanto em um pulo, assustado. A batida é estranhamente formal; a maioria de nós nem mesmo se importa com a cortesia.
    Eu puxo um par de calças de moletom, tentativamente, abro a porta.
    Warner.
    Meus olhos se abrem enquanto eu olho para ele de cima a baixo. Eu acho que ele nunca apareceu diante da minha porta antes e eu não consigo decidir o que é mais estranho: o fato de que ele está aqui ou o fato de que ele parece normal. Bem, normal para Warner. Ele se parece exatamente como ele sempre parece. Brilhante, polido, assustadoramente calmo e centrado para alguém cuja namorada dispensou. Você nunca saberia que ele era o mesmo cara que, depois da luta, eu encontrei deitado no chão tendo um ataque de pânico.
    "Uh, hey." Eu raspo a garganta. "O que está acontecendo?"
    "Você acabou de acordar?" Ele diz olhando para mim como se eu fosse um inseto.
    "São seis da manhã. Todo mundo nessa ala acorda as seis da manhã. Você não precisa parecer tão desapontado."
     Warner passa por mim, para dentro do meu quarto. E por um momento não diz nada. Então, silenciosamente: "Kishimoto, se eu considerar os padrões medíocres das outras pessoas um parâmetro bom para medir minhas próprias conquistas eu nunca teria conseguido nada." Ele olha para cima, encontra meus olhos. "Você devia exigir mais de você mesmo. Você é inteiramente capaz."
    "Você está-? "Eu pisco, atordoado. "Me desculpe, isso foi sua ideia de elogio?"
    Ele me encara, seu rosto impassível. "Vista-se."
    Eu levanto minhas sobrancelhas. "Está me levando para o café da manhã?"
    "Nós temos mais três convidados inesperados. Eles acabaram de chegar."
    "Oh." Eu dou um passo inconsciente para trás. "Oh merda."
    "Sim."
    "Mais filhos de comandantes supremos?"
    Warner acena com a cabeça.
    "Eles são perigosos?" Pergunto.
    Warner quase ri, mas ele parece infeliz. "Eles estariam aqui se não fossem?"
    "Certo." Eu suspiro. "Bom ponto."
    "Me encontre lá embaixo em cinco minutos e eu  te deixo a par de tudo."
    "Cinco minutos?" Meus olhos se arregalam. "Uh-uh, sem chance. Eu preciso tomar um banho. Eu não tomei café da ma-"
    "Se você tivesse acordado às três teria tido tempo para tudo isso e mais."
    "Três da madrugada?" Eu fico boquiaberto. "Você está maluco?"
    E quando ele diz, sem um pingo de ironia -
    "Não mais do que o normal."
    - Fica claro para mim que o cara não está bem.
    Eu suspiro, com força, e viro as costas, me odiando por sempre perceber esse tipo de coisa, e me odiando ainda mais pela minha constante necessidade de acompanhar. Eu não posso evitar. Castle disse isso pra mim uma vez quando eu era uma criança: ele disse que eu era extraordinariamente compassivo. Eu nunca pensei nisso daquele jeito - com palavras, com uma explicação - até que ele me disse. Eu sempre odiei isso em mim, que eu não conseguia ser mais duro. Odiei que eu chorei tanto quando eu vi um pássaro morto pela primeira vez. Ou que eu costumava levar para casa animais abandonados que eu encontrava até Castle me dizer para parar, que nós não tínhamos os recursos para manter todos eles. Eu tinha doze anos. Ele me fez soltá-los e eu chorei por uma semana. Eu odeio ter chorado. Odeio que eu não pude evitar. Todo mundo acha que eu não devo me importar, que eu não deveria, mas eu me importo. Eu sempre me importo.
    E eu me importo com esse cuzão também.
    Então eu respiro fundo e digo: "Hey, cara... Você está bem?"
    "Estou bem." Sua resposta é rápida. Fria.
    Eu podia deixar para lá.
    Ele está me dando uma saída. Eu devia pegá-la. Eu devia pegá-la e fingir que eu não percebi a tensão em sua mandíbula ou o vermelho ao redor de seus olhos. Eu tenho meus próprios problemas, meus próprios fardos, minha própria dor e frustração, e além de, ninguém nunca me pergunta sobre o meu dia. Ninguém nunca me acompanhar, ninguém nunca se incomoda para olhar debaixo da superfície do meu sorriso. Então, porque eu devia me importar?
    Eu não devia.
    Deixa pra lá. Eu digo pra mim mesmo.
    Eu abro minha boca para mudar de assunto. Eu abro minha boca para seguir em frente, e,  em vez disso eu me escuto dizendo:
    "Vamos lá, cara. Nós dois sabemos que isso é mentira."
    Warner olha para longe. Um músculo pula em sua mandíbula.
    "Você teve um dia difícil ontem." Eu digo. "Está tudo bem ter uma manhã ruim também."
    Depois de uma longa pausa ele diz: "Eu estou acordado faz um tempo."
    Eu solto um suspiro. Não é nada do que eu estava esperando. "Sino muito." Eu digo. "Eu entendo"
    Ele olha pra cima. Encontra meus olhos. "Sente mesmo?"
    "Sinto."
    "Eu não acho que sente. Na verdade eu espero que não. Eu não iria querer que você soubesse como eu me sinto agora. Eu não desejaria isso para você."
    Isso me atinge com mais força do que eu esperava. Por um momento eu não sei o que dizer.
    Eu decido encarar o chão.
    "Você já a viu?" Pergunto.
    E então, tão baixo que eu quase não escuto...
    "Não."
    Merda. Essa criança está partindo meu coração.
    "Não sinta-se mal por mim." Ele diz. Os olhos piscando quando encontram os meus.
    "O que? Eu não... Eu não estou..."
    "Vista-se." Warner diz nitidamente. "Te vejo lá embaixo."
    Eu pisco, assustado. "Certo." Digo. "Legal. Tudo bem."

    E então ele se foi.

    ...

    Chuva de spoiler na minha cara.
    Aqui estão as páginas que ela postou no instagram com a capa do livro.










quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Restore Me

    Algum tempo atrás a Tahereh Mafi anunciou que lançaria uma nova trilogia que seria a continuação da trilogia de Estilhaça-me (Shatter Me). Hoje mais cedo a capa do primeiro volume da trilogia foi liberada. E com ela um pequeno trecho do novo livro.
    Geralmente acho ruim quando um livro que foi dado como terminado volta depois de um tempo (basta olhar para Diários do Vampiro pra ver a merda que acabou virando), mas com esse sinto algo diferente porque, se você leu a trilogia consegue perceber que o final do terceiro livro deixa abertura para uma possível continuação.
    E eu fiquei animado também porque o segundo livro da trilogia (Liberta-Me) entrou, com facilidade para a minha lista de livros favoritos. Eu costumo chamá-lo de Livro identificação. Parece que cada uma daquelas linhas saíram da minha cabeça. Sou muito Juliette sim.
    Bem, se entendem inglês basta clicar aqui para poder ler o trecho que foi lançado. Ou se quiserem podem ficar com a minha tentativa aqui mesmo.

________________________________


    Juliette

    Eu não acordo mais gritando. Não me sinto doente ao ver sangue. Eu não hesito antes de disparar uma arma.
    Eu nunca vou me desculpar novamente por sobreviver.
    Ainda assim...
    Me assusto com o som de uma porta sendo aberta. Eu silencio um suspiro, me viro e, por força do hábito, repouso minha mão no cabo de uma arma semiautomática de um coldre ao meu lado.
    "J, nós temos um problema sério."
    Kenji está me encarando - olhos semicerrados - as mãos nos quadris, camiseta esticada sobre seu peitoral. Esse é o Kenji irritado. Kenji preocupado. Faz dezesseis dias desde que tomamos o controle do setor 45 - desde que eu me coroei a comandante suprema do Restabelecimento - e tem sido silencioso. Incrivelmente calmo. Todo dia eu acordo, metade terror, metade satisfação, esperando ansiosamente pelas inevitáveis missões das nações inimigas que desafiariam minha autoridade e levariam a guerra até nós - e agora, finalmente, parece que esse momento chegou. Então eu respiro fundo, estalo meu pescoço e olho nos olhos de Kenji.
    "Me diga."
    Ele pressiona seus lábios, olha para o teto.
    "Então... Bem, primeira coisa que você precisa saber é que não é minha culpa, tudo bem? Eu estava tentando ajudar."
    Eu vacilo. Franzo a testa.
    "O que?"
    "Quer dizer, eu sabia que a rebeldia dele era o maior drama queen, mas isso simplesmente vai além de ridículo."
    "Desculpa. O que?" Eu tiro minha mão da arma; sinto meu corpo relaxar. "Kenji, do que você está falando? Isso é sobre a guerra?"
    "A guerra? O que? J, você não está prestando atenção? Seu namorado está tendo uma droga de um acesso de raiva agora e você precisa sossegar o facho dele antes que eu o faça."
    Eu expiro, irritada.
    "Você está falando sério? De novo com essa palhaçada? Jesus, Kenji." Eu  retiro o coldre das minhas costas e o arremesso na cama atrás de mim. "O que você fez dessa vez?"
    "Viu?" Kenji aponta para mim. "Viu? Porque você está julgando tão depressa, hein, princesa? Porque você assume que fui EU que fiz alguma coisa errada? Porque eu?" Ele cruza os braços diante de seu peitoral, abaixa a voz. "E você sabe que eu venho querendo falar com você sobre isso faz um tempo, na verdade, porque eu realmente sinto que, como comandante suprema, você não pode demonstrar tratamento preferencial como este, mas claramente..."
    De repente Kenji fica em silêncio.
    Ao chiar da porta as sobrancelhas de Kenji disparam; um clique suave e seus olhos se arregalam; um movimento silencioso e de repente o cano de uma arma é pressionado contra a parte de trás de sua cabeça. Kenji forma punhos trêmulos enquanto olha para mim. Seus lábios sem fazer nenhum som enquanto ele mexe os lábios formando a palavra psicopata várias vezes.
    O psicopata em questão pisca para mim de onde ele está, sorrindo como se ele não pudesse estar segurando a arma contra a cabeça do nosso amigo em comum. Eu consigo reprimir o riso.
    "Vá em frente." Warner diz, ainda sorrindo. "`Por favor, me diga exatamente como ela falhou como líder com você."
    "Hey!" Os braços de Kenji se agitam em uma rendição simulada. "Eu nunca disse que ela falhou em nada, tudo bem? E você está claramente exagerando."
    Warner bate no lado da cabeça de Kenji com a arma.
    "Idiota."
    Kenji gira. Arranca a arma da mão de Warner.
    "Que diabos está errado com você, cara? Achei que a gente estava bem."
    "Nós estávamos." Warner disse friamente. "Aí você tocou no meu cabelo."
    "Você me pediu para cortar o seu cabelo."
    "Eu não disse nada desse tipo" Eu disse para aparar as pontas!"
    "E foi o que eu fiz."
    "Isso," Warner diz, girando para que eu possa ver o estrago, "Não é aparar as pontas seu idiota incompetente..."
    Eu suspiro. A parte de trás da cabeça de Warner é uma bagunça irregular de cabelos desiguais; pedaços inteiros foram cortados.
    Kenji se encolhe enquanto examina sua obra. Limpa a garganta.
    "Bem," Ele diz colocando as mãos nos bolsos, "Quer dizer, tanto faz, cara. A beleza é subjetiva."
    Warner aponta outra arma para ele.
    "Hey!" Kenji grita. "Eu não estou aqui para esse relacionamento abusivo, okay?" Ele aponta para Warner. "Eu não me inscrevi para essa merda!"
    Warner olha para Kenji e ele se retira. Saindo da sala antes que Warner tenha outra chance de reagir. E então, enquanto eu solto um suspiro de alívio Kenji coloca sua cabeça de volta na entrada e diz:
    "Eu acho que o corte parece fofo, pra falar a verdade."
    E Warner bate a porta em seu rosto.
    Bem vindo a minha novíssima vida como a comandante suprema do Restabelecimento.

_____________________________________
 

    O que acharam do trechinho? Já deu pra matar um pouco a saudade desses três.
    O livro está previsto para ser lançado em março do ano que vem nos Estados Unidos. Não sei quando ele será lançado no Brasil. Ainda não vi a Novo Conceito falar nada.
    Espero que o lançamento seja simultâneo, pq esperar até o final do ano que vem para poder ler o Restore Me (Restaura-Me) vai ser foda.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Estilhaça-me >>> Destrua-me >>> Liberta-me...



    Bem, não sei se vou conseguir portar isso. Muitas coisas aconteceram e agora eu estou sem internet. Tenho que ver se a internet discada será minha amiga hoje. Até baixei um aplicativo pelo celular para poder postar as coisas aqui, mas digitar no celular não funciona muito bem para mim. Bem, acho que não funciona muito bem para ninguém. Coisas pequenas? Tudo bem, mas textos grandes? No, thanks!



    Eu ainda me lembro de quando comprei o “Estilhaça-me”. Não fui a livraria para comprar ele. O livro que eu queria era o “Silêncio” (da saga Hush, Hush, mas não o comprei. Já reclamei várias vezes, mas parece que só eu tenho problema com isso. Sempre que encontro o livro nas livrarias a capa dele é áspera. Arranha a mão, não é bom de segurar. Os outros não são como ele, as capas são lisas. Anyway.) Eu me virei e dei de cara com um livro com uma mulher com cara de foda na capa e a frase “Meu toque é letal. Meu toque é poder.” na parte de cima. Isso já prendeu minha atenção.
    Estilhaça-me foi um daqueles livros que acabamos comprando sem ter nenhuma informação. Comprados por impulso. Muitas vezes isso pode ser um grande problema, mas com Estilhaça-me não foi um problema. Foi uma coisa boa, pois eu adorei o livro.
    Bem, no começo não gostei muito. A Juliette ficava falando sobre um pássaro e isso me irritava. Mas os capítulos vão passando, e a coisa se torna cada vez mais interessante.
    Então ELE aparece.
    (Você não leu errado. É ELE mesmo. Warner. Warner aparece.)
    Se você não leu o livro já adianto que é impossível odiar o Warner, mesmo ele sendo cruel com as pessoas.
    Mas o amor pela trilogia nem começou tanto com o primeiro livro. Depois do primeiro livro tem um e-book chamado “Destrua-me”. Foi com ele que eu me apaixonei pela trilogia. “Destrua-me” é narrado pelo Warner. E é nesse e-book que muitas das pessoas que torcem para o Adam mudam de time completamente.
    Demorei para poder comprar o segundo livro, mas acabei comprando em uma promoção de Natal. Não estava esperando muito do livro. Não sei bem por que. Estava esperando que o segundo fosse uma coisa morna e que o terceiro seria arrebatador.
    Acontece que o Liberta-me supera o Estilhaça-me em poucas páginas. Nunca postei tantas partes de livro no Twitter quanto postei enquanto estava lendo o Liberta-me (ou como eu o chamo: livro identificação.) As palavras da Juliette são as minhas, os pensamentos dela são os meus. Não me lembro de nenhum livro com o qual eu tenha me identificado tanto quanto me identifiquei com esse livro. Foi estranho, como se a autora tivesse entrado na minha cabeça para escrever as coisas que estavam no livro.
     E o livro não prende a atenção, a minha atenção, apenas por conter pensamentos que poderiam ter saído da minha cabeça. Ele prende porque é cheio de revelações bem chocantes para quem acompanha a trilogia. Não vou falar nenhuma delas aqui porque sei como é chata a coisa de spoiler (saber de coisas do “Crescendo” – Hush, Hush –quase arrancaram o meu prazer na hora de ler o livro).
    Não estou podendo, mas acabo de comprar o terceiro livro. Bem, ainda não paguei, só gerei o boleto. Acho que está na hora de eu me permitir algumas maluquices. Sei lá. Sempre ouço as pessoas falando em não passar vontade. Eu sou do tipo que fica com vontade, mas acho que dessa vez farei diferente.
    Li um pedaço da Sinopse do “Incendeia-me” (estou evitando até mesmo as sinopses, pois a sinopse de “O dom” – da série Bruxos e Bruxas – é um spoiler enorme. Não assistam o booktrailer nacional desse livro se não quiserem spoiler. Vejam o dos EUA que faz você querer ler mais ainda o livro.) e parece que é mais bombástico do que o segundo livro.
    Eu ainda vou voltar aqui para fazer uma resenha e não para falar de como eu me senti enquanto lia o livro. Eu até fiz algumas resenhas no passado (péssimas, mas fiz). Vou praticar mais e tentar fazer uma resenha boa.



Quarentena...

    Muito tempo desde a última vez que eu passei por aqui. Da última vez que eu estive aqui o mundo ainda estava “normal”. Se é que é ...

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Anime Atomics Atrasado Attack on Titan Auros autor Avatar Avenged Sevenfold Aventura aviso Avril Lavigne Azar Azul Bahamut baixar Band Band Kids banda Baseado Be better Beau Swan Beauxbatons Becky Albertalli Bella Swan Bertolino Biblioteca Nacional Bienal Big Bang: a Teoria Bird Box Bittersweet Black Friday Black John Blecaute Blind blog Blue BN boa Boku no Hero Academia Bokura no Mirai Bom Bones Season Bonito Bonjour Book book. three books Bottle Box Boy boys Brasil Brave Heart Brazil Breaking Dawn brinde Brunessa Bruno Bruno Bertolino bruno_hp4ever Bruxos Bruxos e Bruxas Burocracia Butterfly Buy Cabelo Caçada cachorro caderno caindo Caixa Candle Canídeo canva Capa Capas Capítulo Capítulo. 21 capítulos Carnaval Caro Carve The Mark Casa Casamento Cash Cash Cassie Castelobruxo Catching Fire CC-TAN CD Cego celebridade celular Cena Centauro Chacal Champion Chapter Character Charecter Chave Cheias de Charme chibi Chineses Chocante Choro Christmas Cidade dos Ossos Cidades de Papel cinco Cinema Círculo Secreto Citação Cixa cobras Collide With THe Sky comente cometa coming out completa Comprar compre concert concurso público Conhecimento Conselhos continuação contratar contunuação Convergente Converter coração Corona Corvo Corvos cosplay cospobre Coven Cover Covid Crepúsculo Crescendo Cristo Redentor crossover crow Crushers Cry ctrl Culpado Cupom Válido Curiosidades curse curtir cute dama Danger Daniel Radcliffe dark Data David Levithan De Graça Dead Death Defy me Delaware Smash Demônios demora Depressão Desabafo Desafia-Me desconto desenhando desenho Desenhos Destroy me Destrua-me Detalhes Deus Deuses devil Devil's Pocket Dewey Dezembro dezesseis luas Diabólico Diagramar dial-up diálogo Diário Diários do Vampiro Dica dicas Digimon Digimon Adventure Digimon Adventure Tri Digimon Tamers Digimon Universe Digital Dimensões Dimitri dinheiro discada discografia Disney Distopia Divergent Divergente Divertida Divertida Mente DIvertidamente Dois Garotos Se Beijando Dolores Umbridge Dom Dons Donwload dos Download Dr. Hugo Dragão Dragões Dragon Dragons Drama Draw Drawing Dreams Dumbledore e-book E-books e-mail Eddie Redmayne Edu Guedes Edward Cullen Edythe Cullen Egito Ego elefante Elementos elfos Em Chamas encontro energia English Entrevista Eper Epílogo Episódio episódios Erro erros Escola escritor esmaltes Especiais Especial espelho Esperança Espírito Santo esquelético Estados Unidos Estágio estante Estilhaça-me Estreia estrelas EUA evento Evolução EW Extra Extras Facebook Faculdade Fada Fadas falling falson fama Family famoso Fanfic fantasia Fantasma Fantastic Beasts farewell Farol Literário Fascismo Fatos Favaro fecebook Feios feiticeiros Fênix Fênix - A Ilha fera Fevereiro Ficção Fictícia fifth Fight filme Fim Final Finale Finlândia Fire Floresta Fogo fonte Forks formatar foto Four fourth Fracture me Fragmenta-me Francês Frase Free friends Fumaça Futuro Gae of Thrones galáxia Galera Records game Game of Thrones garota Garota Exemplar Gatchmon Gay gelo Genesis geometria gif Gift Gillian Flynn Girl Girl on fire Glitter God Gone Girl google Gore gorillaz Grátis Grega Grifinória Growler GRU Guerreiros de Gaia Gus Hades hair Hantaro happiness Harry Potter Haru hashtag Hear Me heart help Helsinki Henny Caroll Henry Herbologia HerculesKabuterimon Hero Herói Heroic Age Heróis história Hogwarts Hold Me CLoser holograma Holydramon Hope Horned Serpent Horns Hououmon How to train your dragon hp4ever humanos Hush Hush I ídolo If you're lonely Ignite me II III Ilusão Ilvermorny imagem imagens Imagina-Me Imagine Dragons Imagine Me Inauguração Incendeia-me infância Infanto-juvenil Info Inglaterra Ingredientes Inimigo Inspiração Instagram Insurgent Insurgente internet Intrínseca Inverno Invitation Izzy J.K. 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